Novo Ensino Médio: entenda as mudanças

A partir de 2022, o Novo Ensino Médio começa a ser implantado em escolas públicas e privadas de todo o Brasil. Ou seja, falta muito pouco para que as mudanças aprovadas em 2017, a partir da alteração da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, virem à prática. Mas, afinal, que mudanças são essas? Em suma, as principais são a ampliação da carga horária e uma nova estrutura curricular. O objetivo dessa última é dar mais autonomia para os aluno. Além disso, pretende dar conta das novas demandas do mundo do trabalho e da vida em sociedade. 

Ao contrário do que alguns podem pensar, o Novo Ensino Médio continua tendo conteúdo comum e obrigatório a todos os alunos. A diferença é que agora uma parte do currículo será flexível, por meio dos Itinerários Formativos. Assim, cada aluno irá escolher os itinerários a partir de suas áreas de maior interesse. Disciplinas, projetos, oficinas e núcleos de estudo podem formar esse itinerário. Além disso, podem incluir a opção de formação técnica e profissional. Isso porque um dos objetivos do Novo Ensino Médio é auxiliar a inserção dos jovens no mercado de trabalho

São muitas as modificações na estrutura dessa etapa da Educação Básica. Portanto, não é de se espantar que muitos educadores, gestores, pais e alunos ainda tenham dúvidas sobre o seu funcionamento. Para ajudar a entender todas as mudanças do Novo Ensino Médio, preparamos este material. A seguir, leia os pontos mais importantes do modelo que vai impactar a vida de milhões de jovens brasileiros. 

Novo Ensino Médio: o que muda?

Alunos poderão escolher as áreas de conhecimento em que vão se aprofundar.

Com o Novo Ensino Médio, o tempo mínimo do aluno na escola será ampliado. Antes, eram 800 horas por ano. Agora, serão 1000 horas anuais. A carga horária, por sua vez, será distribuída em dois blocos: o currículo geral básico e os Itinerários Formativos. O currículo geral básico tem como referência a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Essa etapa de formação é destinada a todos os estudantes. Aprendizagens essenciais das quatro áreas do conhecimento compõem o currículo básico. São elas: Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza e Ciências Humanas. As competências e as habilidades, por sua vez, são o que definem essas aprendizagens.

Para a professora e mestre em Políticas Públicas Maristela Barcelos Castro, para desenvolver competências é preciso tirar o foco dos conteúdos teóricos. Em vez disso, ela defende a criação de oportunidades de desenvolvimento da mente e das capacidades humanas. Dessa forma, o aluno é incentivado a resolver a própria vida. “Como fazer isso? Criando jornadas de aprendizagem. Por exemplo, se desejo que o estudante desenvolva habilidade de analisar, preciso colocar ele em situações de análise, não de decorar e repetir”, afirma Maristela.

Mais poder de escolha

A carga horária do BNCC deve ser de até 1800 horas (do total de 3000 horas previstas do 1º ao 3º ano). As horas de estudo restantes, por sua vez, serão destinadas aos Itinerários Formativos. Dessa forma, os alunos poderão optar entre se aprofundar em uma ou mais áreas de conhecimento ou pela formação técnica e profissional (FTP). Por fim, também será possível combinar mais de uma área de conhecimento e/ou formação.

Agora, ao concluir o ensino médio, o aluno pode sair com um certificado extra. Isso porque quem optar pela FTP também será certificado nos cursos que escolheu. Mas como saber quais itinerários formativos as redes de ensino vão ofertar? Elas mesmas vão definir, em conjunto com a comunidade escolar. Contudo, a escola precisa oferecer ao menos dois tipos de itinerários.

Itinerários formativos

Como vimos, a reforma do ensino médio vai possibilitar que os alunos se aprofundem nas áreas que têm mais afinidades. Para isso, eles terão três opções de escolha dentro dos Itinerários Formativos:

  1. Área de conhecimento: os alunos poderão se aprofundar nas seguintes áreas:
  • Matemáticas e suas Tecnologias;
  • Linguagens e suas Tecnologias;
  • Ciências da Natureza e suas Tecnologias;
  • Ciências Humanas e Sociais Aplicadas.

2. Formação técnica e profissional

3. Integrado: combina mais de uma área de conhecimento e/ou formação.

Os principais desafios do Novo Ensino Médio

Agora, como resultado de todas essas mudanças, as escolas vão precisar se adaptar. Assim, para muitas delas, será essencial mais recursos e infraestrutura. Isso será ainda mais importante para que as mudanças se concretizem também no ensino público. Para qualificar o ensino dentro das escolas públicas, elas vão precisar potencializar a ação didática e as aprendizagens.

E é neste contexto que a Brink Mobil cria e produz os mais variados recursos para enriquecer a ação docente. Um exemplo são os laboratórios de ciência. Isso porque eles oferecem materiais e equipamentos adequados para cada faixa etária. Dessa forma, ajudam a garantir a progressão da aprendizagem de modo efetivo e seguro.

Cronograma do Novo Ensino Médio

No dia 14 de julho, o Ministério da Educação (MEC) lançou o cronograma nacional para as ações de implementação do Novo Ensino Médio, que serão feitas de forma gradual. Em 2022, o modelo entra em vigor para o 1º ano do ensino médio. Já em 2023, será a vez do 2º ano. Então, em 2024, o modelo valerá para todos. Ou seja, as três séries do ensino médio. 

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