Aprendizagem maker: por que é essencial nos dias atuais?

sala maker

Uma das grandes tendências da área da educação é a aprendizagem maker. A metodologia favorece a experimentação e o protagonismo dos alunos nas escolas. A aprendizagem maker é conhecida também como método “mão na massa”.

Então, o que se quer desenvolver aqui é um comportamento proativo dos alunos. Ou seja, voltado para a resolução de problemas práticos e objetivos do cotidiano. Isso porque a sociedade atual exige, cada vez mais, pessoas criativas, resilientes e preparadas para as transformações do mundo.

Dessa forma, a tecnologia pode ser uma importante aliada da aprendizagem maker. A partir de projetos práticos e métodos de experimentação, os alunos aprendem a utilizar e a criar tecnologias. Isso, aliás, é cada vez mais exigido no mercado de trabalho.

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Sala maker com poucos recursos

Escolas com menos recursos também podem criar um espaço maker, em locais como o pátio ou a biblioteca, por exemplo. Em um artigo para o site Nova Escola, a professora Débora Garofalo mostra que não é necessário um grande investimento para montar um espaço maker.

A própria sala de aula pode se tornar um espaço adequado para que as crianças e os adolescentes coloquem a “mão na massa”. Uma dica é reorganizar mesas e cadeiras e permitir que os jovens trabalhem em grupo, em um ambiente acolhedor e colaborativo, por exemplo.

A própria sala de aula pode se tornar um espaço adequado para que as crianças e os adolescentes coloquem a “mão na massa. Foto: Unsplash

O professor também pode criar organizações de trabalho na sala de aula. Por exemplo, o canto da costura, o canto das ferramentas, o canto do bordado.

Isso porque a educação “mão na massa” não está atrelada somente às tecnologias. Segundo a professora, é possível começar com materiais simples, que incentivem o espírito criativo. É o caso de papelão, canetinhas, massinhas, fitas, ferramentas de marcenaria e costura.

Por fim, é importante ressaltar que a aprendizagem maker contribui para o desenvolvimento das competências exigidas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Entre elas: entender e explicar; formular e desenvolver; compreender, utilizar e criar tecnologias.

Aprendizagem maker na prática

Desde 2020, o Colégio Stella Maris, em Curitiba (PR), promove a aprendizagem maker. O projeto começou em uma das unidades da escola, no bairro Juvevê. Este ano, está sendo implantado também na unidade do bairro Água Verde.

A professora Ana Claudia Alexandrini é diretora do Colégio Stella Maris no Água Verde. Na unidade, foi inaugurada uma sala maker no mês de setembro. Neste momento, a escola recebe as primeiras inscrições de alunos interessados em aprender na prática.

As salas contam com impressora 3D, impressora a laser, dez computadores, além de ferramentas de construção e itens de marcenaria. Foto: Colégio Stella Maris

Já para o ano que vem, a aprendizagem maker vai fazer parte do currículo. Uma vez por semana, os alunos irão até a sala maker para trabalhar em projetos com foco na interdisciplinaridade.

“Nosso principal objetivo é criar uma maior autonomia e capacidade reflexiva sobre os problemas teóricos e práticos da vida. É uma proposta que traz benefícios importantes no desenvolvimento dos alunos e da escola como um todo. Ela é um diferencial da instituição de ensino”, afirma Ana Claudia.

Por isso, o colégio investiu na preparação de duas salas makers. As salas contam com impressora 3D, impressora a laser, computadores, além de ferramentas de construção e itens de marcenaria. Nessa sala, os estudantes podem desenvolver projetos nas áreas de informática, elétrica, eletrônica, bem como criar jogos eletrônicos.

Ciências

O foco é desenvolver o pensamento computacional, desde a educação infantil até o ensino médio. Para isso, a escola utilizada da abordagem STEM – Science, Technology, Engineering e Mathematics. A sigla significa, em português, Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática.

Nas salas maker, os estudantes podem desenvolver projetos nas áreas de informática, elétrica, eletrônica, bem como criar jogos eletrônicos. Foto: Colégio Stella Maris

Esta abordagem está muito ligada ao movimento maker. Isso porque também engaja os alunos em atividades práticas. Além disso, colabora para que eles testem suas hipóteses com a “mão na massa”. Isso é feito com o desenvolvimento de projetos e jogos. É uma abordagem pedagógica focada na aprendizagem criativa.

Conforme a diretora, a escola busca formar cidadãos mais criativos e críticos. Além disso, que tenham facilidade na resolução de problemas e estejam preparados para o mercado de trabalho. “Os espaços contribuem para o estímulo da criatividade e o protagonismo. Visto que, o que nós buscamos, é uma aprendizagem mais significativa para os nossos alunos”, destaca.

Cultura maker

Ana Claudia ressalta que a cultura maker está cada vez mais presente, não só nas escolas, mas também em empresas. Assim, a aprendizagem maker pode despertar, nos alunos, interesses e habilidades indispensáveis para o mercado de trabalho. Como, por exemplo, liderança, proatividade e condições técnicas para lidar com a tecnologia.

Tecnologias digitais e robótica educacional

A Brink oferece equipamentos digitais e uma solução completa para implantar robótica na escola. O objetivo é promover a iniciação científica e a pesquisa. O laboratório de robótica conta com kits de montagem, livros de apoio e processo de formação e assessoria. Os kits são pensados para alunos das séries iniciais aos anos finais.

Na área digital, a Brink conta com dois aliados, que integram o currículo à linguagem de games e aplicativos. Com mais de 60 dispositivos, a mesa interativa digital motiva as crianças a interagir de forma significativa com o conhecimento, qualificando a aprendizagem.

Já a tela interativa digital é um instrumento para uma aprendizagem dinâmica, interativa e inovadora. Assim, possibilita ao professor utilizar vídeos, imagens, acesso a sites e aplicativos de forma simples, apenas com os toques dos dedos.